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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Fuga dos Animais - Com o início das obras do Noroeste, bichos estão mudando de habitat e procurando outros locais do Plano Piloto

 
Caso apareça em sua casa uma cobra, uma coruja ou variadas borboletas, não se espante! Esses animais estão deixando a região do Setor Noroeste e procurando uma nova moradia. Para abrigar 40 mil pessoas divididas em 20 superquadras e 220 blocos de apartamentos, as primeiras derrubadas de árvores começaram a ser feitas e vários animais estão desabrigados. Dos 300 hectares que compõem o setor, apenas 58 ficarão preservados.
 
Moradores de regiões como Asa Norte, Setor Militar Urbano e Setor de Oficinas Norte já estão sentindo a presença dos novos companheiros de endereço. Em novembro do ano passado, por exemplo, uma capivara foi vista na 108 Norte, lembra a economista Patrícia Almeida. “Os animais que ficam à mercê dessa questão toda”, critica.
 
A aposentada Sandra Fayad, 61 anos, percebeu o aumento de animais que tem visitado sua residência, localizada na 713 Norte. Por ter na frente de casa uma horta e também o cultivo de plantas ornamentais, o seu quintal tornou- se um atrativo especial. Segundo ela, desde outubro, quando começaram as primeiras derrubadas de árvores no Noroeste, o jardim está movimentado de pássaros e borboletas e ela perdeu as contas da quantidade de diferentes espécies que têm aparecido. “Aqui só vinha borboleta branca, agora apareceu uma escura avermelhada muito bonita.” A goiana conta que vários pássaros têm tentado competir com o beija-flor que sempre foi assíduo freqüentador da casa. “Mas o beija-flor é bravo e não deixa os outros beberem sua água, por isso, coloquei uma vasilha no chão para as outras espécies utilizarem”, diz.
 
Pouca proteção
 
O motivo das “invasões” se deve a várias questões que vão além da diminuição brusca de área verde. O relatório de impacto ambiental feito em 2003, com modificações em 2008, prevê poucas medidas de proteção para os animais que viviam no local, tanto que o próprio texto admite que “a perda da área pode excluir imediatamente algumas espécies, se as mesmas forem raras”. Para protegê-las, o documento fala em murar o futuro Parque Burle Marx e isolar o fluxo de animais para as quadras do Noroeste. O relatório também sugere um monitoramento da fauna, e investimento em programas de manejo e manutenção. Porém, o texto é vago e não diz quando essas ações devem ser realizadas e se acontecerão. Por isso, até hoje nada do sugerido foi executado, mesmo com as obras já em andamento.
 
A bióloga Ana Paula Inglez, analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis no Distrito Fedederal (Ibama-DF), explica que, apesar de sugerido, o resgate de fauna em uma área como a do Noroeste não é necessário, uma vez que é pequena, dentro da cidade e a ocupação do terreno está ocorrendo de forma gradual, isto é, por etapas. “Estão usando trator, se fosse fogo, que destrói a vegetação em uma semana, aí sim, morreriam mais animais.” Para ela, toda construção tem impactos e a do Noroeste está dentro da normalidade, por isso, em um primeiro momento, os animais que ali viviam vão procurar outros abrigos, que podem ser ou não, um imóvel no Plano Piloto. Muita gente critica o Noroeste e mora em condomínio irregular, que tem muito mais impacto ambiental”, afirma Ana Paula.
 
Já o professor de geografia Valdir Steinke, da Universidade de Brasília, adota uma postura crítica em relação ao licenciamento ambiental conferido ao Noroeste. Segundo ele, justamente por estar dentro de um perímetro urbano, o cuidado com a área deveria ser maior. “Quando esses animais forem procurar refúgio o que eles vão encontrar? Construção. E as pessoas vão matar esses animais se eles chegarem à casa delas, é o nosso instinto de defesa. Vão sobreviver aqueles que conseguirem chegar ao Parque Nacional”, alerta.
 
Refúgio para as espécies
 
No intuito de traçar uma rota de fuga desses animais desabrigados no Noroeste, o relatório de impacto ambiental propõe um corredor ecológico, isto é, pontos de vegetação que os animais usariam como refúgio até chegarem ao destino final, como o Parque Nacional de Brasília, com 30 mil hectares preservados, o Parque do Guará, com 310 hectares, e a Área de Relevante Interesse Ecológico Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo, com 480 hectares. 
 
 
O Parque Nacional, com 30 mil hectares preservados, é um refúgio natural
 
 
O problema é que o corredor imaginado é em linha reta, não circular, como o que realmente ocorre com as espécies em fuga. Além disso, a rota não leva em consideração importantes obstáculos, como o Autódromo de Brasília, no sentido do Parque do Guará e da ARIE de Riacho Fundo, e a Via Epia, em direção ao Parque Nacional, cujo fluxo diário é de 160 mil veículos. “Vários animais, como roedores e répteis, não vão conseguir seguir esse corredor, além das grandes distâncias, eles não conseguirão transpor esses obstáculos urbanos”, analisa o professor Valdir Steinke. “Colocar toda essa seta como corredor ecológico é extremamente pretensioso, no sentido Parque Nacional até pode ser, mas no sentido Asa Sul, com Eixo Monumental e estádio no meio, é impossível. Só os pássaros, e olhe lá”, completa.
 
Abrigo limitado
 
O próprio Parque da Cidade é considerado urbano e não tem finalidade conservacionista. O Burle Marx, apesar de considerado parque ecológico, tem um projeto parecido com o do Parque da Cidade, o que limita sua capacidade de abrigo da biodiversidade. “O Noroeste agia como uma ilha de preservação conectada a outras, onde o animal poderia se deslocar. Sem ele, há uma falha. E o primeiro impacto é esse, é o primeiro que se sente e que as pessoas que moram próximas à região vão sentir”, diz o professor.
 
Dentre as principais espécies encontradas estão morcegos, calangos, pássaros, cobras, roedores, gambás e cachorro-do-mato. “No começo, em outubro, novembro, a gente ainda via muita cobra, pássaro, hoje, com o campo limpo, os bicho já sumiram tudo”, conta Vicente Ribeiro, 46 anos, encarregado da drenagem de uma obra no Noroeste.
 
De acordo com Companhia de Polícia Militar Ambiental, em todo o DF está aumentando a apreensão de animais silvestres em locais domésticos. Em janeiro e fevereiro do ano passado, foram 90 apreensões, no mesmo período em 2010, esse número subiu para 120.
 
 

Memória
Confusão de órgãos
Desde 1997, quando começaram a ser produzidos os primeiros volumes dos 24 que hoje compõem o Estudo de Impacto Ambiental, o processo de licença já conheceu nomes diferentes do mesmo órgão, passou pela mão de vários analistas e especialistas e mudou de instituição de competência. Começou com o Instituto de Ecologia e Meio Ambiente do Distrito Federal, passou para a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, foi para o Ibama-DF e agora está aos cuidados do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF.
O relatório e estudos de impacto ambiental são feitos por uma empresa contratada pela Terracap, que é a responsável pelo empreendimento. Depois de concluído, esse estudo é utilizado para a liberação ou não da construção. Por isso, toda essas idas e vindas dos processos são responsáveis por essa confusão de licenças. Cada órgão culpa o outro por qualquer problema no relatório de impacto ambiental.
As duas licenças — prévia e de instalação — foram expedidas pelo Ibama-DF, mas quem está cuidando da área agora é o Ibram. “Se for constatado algum dano ambiental fora da licença preconizada, as obras podem parar a qualquer momento”, explica a analista do Ibama, Ana Paula Inglez.


Fonte: Matéria escrita por Flávia Maia e publicada no jornal Correio Braziliense em 04/04/2010

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pela Restauração da Mata Atlântica

 

 

Lançado em abril de 2009, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica reuniu instituições ambientalistas, indivíduos, empresas e governos com o objetivo de promover a restauração florestal em larga escala. Inédita até então, a iniciativa visava à integração de ações e da ampliação do alcance de diversos projetos isolados, criando sinergias entre os diferentes agentes que já atuavam na região.
O Pacto chegou em abril de 2011 com muitos motivos para comemorar: o site reúne pelo menos 170 organizações comprometidas em viabilizar e restaurar 15 milhões de hectares até 2050, o que levará a Mata Atlântica a ter 30% de sua cobertura original. Atualmente, menos de 12% da área total ainda existe.
Entre as ações pioneiras lançadas recentemente estão a atualização do Mapa de Áreas Potenciais para Restauração Florestal, que ampliou a área analisada para os Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, e a construção do Protocolo de Monitoramente de Projetos de Restauração Florestal, que padroniza a metodologia de todos os projetos envolvidos.
No Ano Internacional das Florestas, os dois anos do Pacto devem ser não só comemorados mas também divulgados. Afinal, com esse cadastro nacional de inciativas e projetos de restauração está sendo possível conhecer o estágio atual da restauração ecológica na Mata Atlântica, e potencializar os ganhos das iniciativas.
A promoção das trocas de experiências também é um aspecto especialmente positivo, que coloca o Brasil em local de destaque com relação às pesquisas relacionadas a preservação e restauração de matas nativas.
Para saber mais sobre o Pacto, acesse este documento disponível no site oficial, que contém todos os dados relacionados ao projeto.



Fonte:  http://essetalmeioambiente.com/pela-restauracao-da-mata-atlantica/

domingo, 10 de julho de 2011

Poluição Visual







A poluição visual é bem comum nos meios urbanos. Imagens de outdoor, cartazes, e outros meios de comunicação servem para transmitir informações, entretanto, o uso excessivo destes recursos pode ser considerado poluição. O excesso de informações e propagandas pode causar stress, desconforto visual, distração para os motoristas, etc.

A poluição visual se encaixa no que é definido pela Lei 6.938/81 em seu Art. 3°, III, alínia d, como a “... degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente... afetem as condições estéticas e/ou sanitárias do meio ambiente;”. 
Segundo a Lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605/98, Art. 65, apenas a pichação é considerada crime a qual é aplicada a pena de detenção e multa. Todavia, alguns municípios tem adotado algumas medidas específicas por conta própria para tentar diminuir a poluição visual. Em São Paulo, no ano de 2006, a Lei Municipal 12.115/96 que regulamentava a fixação de anúncios publicitários pela cidade foi revogada pela nova Lei Municipal 14.233 que ficou conhecida como a “Lei Cidade Limpa”. 
A medida causou grandes transformações na cidade criando restrições para os anúncios indicativos fixados no próprio local do estabelecimento e proibiu anúncios publicitários em táxis, ônibus, bicicletas, outdoors, painéis, backlights e frontlights em fachadas de prédios.



Fonte: TCC Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica ( Gabriela D. P. Faria)

sábado, 25 de junho de 2011

Coleta Seletiva








 Coleta seletiva é o processo de separação e recolhimento de materiais recicláveis: papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, que podem ser reutilizados ou reciclados. Ela pode ser utilizada na geração de empregos, aproveitando os “catadores de lixo” dentro de uma atividade mais vantajosa e com condições de salubridade melhor administrada.
A coleta seletiva é um instrumento concreto de incentivo a redução, a reutilização e a separação do material para a reciclagem, buscando uma mudança de comportamento, principalmente em relação aos desperdícios relacionados ao consumo desenfreado e irresponsável. Compreende-se então que é preciso minimizar a produção de lixo e maximizar a reutilização, além de diminuir os impactos ambientais negativos decorrentes da geração de resíduos sólidos. É importante citar que os resultados mais significativos de um processo de coleta seletiva são o combate ao desperdício e a preservação ambiental. O compromisso social e o retorno econômico podem ser acrescentados aos benefícios alcançados.

As cores das lixeiras utilizadas para a separação de lixo são: 

Azul para papel e papelão; Verde para vidro; Amarelo para metal (alumínio e metais ferrosos); Vermelho para plástico; Marrom para lixo orgânico (restos de alimentos ou podas de árvores que podem ser transformados em adubo); Cinza para rejeito (material sujo e/ou que não serve para a reciclagem);
Preto para madeira; Laranja para resíduos perigosos; Branco para resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde; Roxo para resíduos radioativos.


É imprescindível também estabelecer um local prático e de fácil acesso para a colocação desses recipientes.






Fonte: TCC Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nosso Planeta pede Socorro! ( Parte 3 )




Inúmeras mudanças nos nossos hábitos e atitudes não afetarão o nosso conforto e bem estar, e, no entanto, trarão benefícios imensos ao Planeta: desde o uso racional da Internet (com seus 200 milhões de acessos diários, já equivalem a uma emissão de 1,5 milhão de quilos de CO2 por dia), economia de água e energia, eliminação de todo tipo de desperdício, participação no combate à miséria, coleta seletiva do lixo, reciclagem de tudo que for possível, substituição dos nossos carros por modelos mais econômicos e, preferencialmente, a álcool que é menos poluente.
Este último item é gravíssimo e não estamos dando importância a ele; nossos carros consomem, cada vez mais, recursos naturais não renováveis: estamos na contra mão do que seria a conservação da Natureza.
E como item fundamental para mudanças nos nossos hábitos: comprarmos somente o necessário, através do consumo consciente e do desapego, com menos roupas, menos sapatos, menos brinquedos, menos trocas e compras de celulares e computadores, menos móveis, menos louças, menos milhares de outros itens.
Para a produção de tantas coisas desnecessárias que compramos, todas as matérias primas, na grande maioria não renováveis, são retiradas da Natureza. Não esqueçamos que para produzir 1 grama, 1 quilo, 1 tonelada de um determinado material, muitas vezes, é necessário retirar várias toneladas de matéria prima da Natureza.
Não se trata simplesmente de não consumir, mas de consumir responsavelmente.
Todos os caminhos que tomarmos nessa empreitada para reverter a devastação do Meio Ambiente, com certeza nos conduzirão para o consumo responsável e o combate à miséria no Planeta, numa nova ótica “Sócio-Econômico-Ambiental”. Podemos fazer a nossa parte, não apenas mudando nossos hábitos, mas, também, apoiando, ajudando e copiando iniciativas de organizações, como a MSF (Médicos Sem Fronteiras no Mundo), que levam atendimentos humanitários às comunidades mais carentes do Brasil e no restante do Planeta.
Por um lado, existem agressões ao Planeta, provocadas pelo consumismo, pelo desperdício, pelo luxo, pelos gastos com armas (3 trilhões de reais por ano no Planeta), com drogas (1,5 trilhão por ano), com cigarros (120 bilhões por ano, só na Europa). Por outro lado, bastariam, por exemplo, 25 bilhões para que toda a população da Terra tivesse acesso à água potável, valor insignificante se comparado aos outros valores. Vale ressaltar que, enquanto o PIB no Planeta cresceu 134% na década de 1990, a miséria cresceu 1000%.
Outro fato triste é o incentivo ao desmatamento das florestas naturais. A cada minuto, 25 hectares de florestas, que são responsáveis por 75% de toda a biodiversidade, são destruídos no Planeta. A Floresta Amazônica é a mais devastada de todo o Globo. Nos últimos 9 anos, foram devastados mais de 16 milhões de hectares de sua superfície; são 1,3 milhão de hectares devastados e 500 bilhões de quilos de CO2 jogados na atmosfera por ano.
Do total de gases do efeito estufa emitidos no Brasil, 70% é devido ao uso da terra: além do CO2, são emitidos os gases Metano e o Óxido Nitroso, muito mais prejudiciais ao Meio Ambiente do que o CO2.
A pecuária é responsável por 75% dessa devastação. Nas cidades com grandes rebanhos o Índice de Desenvolvimento Humano é igual ao dos países mais pobres do Planeta. É uma atividade extremamente predatória do Meio ambiente, sem geração de empregos ou distribuição de renda. Devido a toda essa devastação, nos últimos cinco séculos mais de 800 espécies de animais e plantas foram extintas; outras 17 mil estão ameaçadas hoje no Planeta. No Brasil, em 1992, 330 espécies de fauna e flora estavam ameaçadas de extinção; em 2008, o número pulou para 1100 espécies ameaçadas.
Após estas reflexões, com certeza, não seremos mais os mesmos em relação ao nosso Planeta e a todos os habitantes que nele residem. “Ao adquirirmos um conhecimento, assumimos um compromisso com esse conhecimento”.





Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica ( Gabriela D. P. de Faria )

sábado, 21 de maio de 2011

Nosso Planeta pede Socorro! ( Parte 2 )





Afirmam os estudos que, se não ocorrerem mudanças profundas e urgentes nos nossos hábitos e atitudes de consumo e respeito ao Meio Ambiente, já em 2020 terão desaparecido muitas outras espécies vegetais e animais que levaram bilhões de anos de penoso trabalho evolutivo.
Em 2100 as temperaturas médias do Planeta terão aumentado 8°C e a vida no Planeta estará inviabilizada. O Hemisfério Sul, onde se localiza o Brasil, será o mais afetado. Sabe-se que variações de apenas 1 a 2°C causam grandes alterações nos ciclos biológicos dos vegetais e animais, incluindo também a humanidade.
Segundo a corrente otimista entre os cientistas, o aumento de temperatura no Planeta não poderá ultrapassar a 2°C em relação ao fim do Século XVIII. Acima disso, aumentam as possibilidades das catástrofes ambientais.
Para os mais cautelosos, esse aumento não poderá ultrapassar 1°C, pois uma elevação de 1,5°C já será suficiente para o derretimento de todo o gelo do Ártico e da Groelândia, o que causará uma elevação do nível dos oceanos em até 7 metros. Terá desaparecido a maioria das cidades litorâneas e das ilhas habitadas dos oceanos pelo degelo dos pólos, que está ocorrendo numa velocidade superior às piores previsões científicas. Terão desaparecido também, 97% dos recifes naturais de coral e com eles, várias espécies de peixes, e 80% da população humana, pela falta de água e de alimentos e por doenças. Os outros 20% estarão vivendo nos pólos.
A população ainda está equivocada, porque age como se a salvação do Planeta estivesse na mão dos cientistas, das ONGs, governos, leis, entidades, ou obras faraônicas; Salvar o nosso Planeta não está lá fora, está dentro de cada um de nós, nas pequenas atitudes, mas que fazem grande diferença.
Como exemplo simples, se um terço da população economizasse uma única folha de papel, seriam mais de 3 bilhões de folhas, 4 milhões de resmas, equivalentes a quantas árvores? Estas podem ser respostas, mesmo à custa de agressões ao Meio Ambiente, mas e os outros danos provocados pela produção do papel?



Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica (Gabriela Faria)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nosso Planeta pede Socorro! ( Parte 1 )





A Terra levou mais de 4 bilhões de anos para fazer as árvores, e nós, em poucas décadas, a transformamos numa paciente que está na UTI. O desperdício e o consumo não responsável de um terço da população, sugando recursos naturais (água, árvores, metais, petróleo, etc.) que levaram bilhões de anos para se formarem, poluem o ar, as águas e o solo; secam as nascentes; exterminam as espécies animais; dizimam as florestas naturais, extenuando a Terra, em prejuízo dos dois terços que menos consomem, dos quais 1 bilhão de pessoas são desnutridas crônicas, ou, conforme Bill Clinton, “dormem com fome”. “Dizem que o hábito suja os olhos; a gente olha, mas não vê”. Habituamos ao consumismo e ao desperdício, a olharmos e não vermos tanta fome e miséria.
Já são 300 milhões de pessoas atingidas pelos desequilíbrios climáticos no Planeta. Em 2030, serão 500 milhões e, em 2050, mais de 1 bilhão. Morrem por ano mais de 300 mil pessoas devido aos desequilíbrios climáticos; em 2050, serão 500 mil mortes por ano. Os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento assumem o ônus de 99% das perdas humanas e 90% das perdas econômicas nas tragédias climáticas.
Os 17 países que mais poluem, são responsáveis por 80% das emissões de gases que provocam o aquecimento global. Os 50 países mais pobres são responsáveis por apenas 1% das emissões. O Brasil, com todos os recursos naturais que possui, é o 4° maior poluidor do Planeta.
Outros dados que mostram as diferenças sociais e de consumo são os referentes à produção de lixo pelas populações: em média, uma pessoa produz 1000 gramas de lixo por dia, resultando no total assustador de quase 1 bilhão de toneladas por ano no Planeta. Enquanto nos Estados Unidos, o maior produtor de lixo do Planeta, cada pessoa produz diariamente 1800 gramas de lixo (em Nova York, a média é ainda maior: 3000 gramas), os países pobres produzem, em média, 430 gramas por pessoa por dia. No Brasil, a média diária é de 880 gramas por pessoa, mais que o dobro dos países pobres.
No Brasil, são produzidas mais de 2 milhões de toneladas de lixo urbano por ano. Apenas metade tem destinação adequada; a outra metade vai para os lixões. Nesses números não estão inclusos os resíduos industriais, que eram 3 milhões de toneladas em 2004 e 7 milhões de toneladas em 2007, somente dos resíduos que tiveram o destino certo.
Contribuindo ainda mais para mostrar o tamanho das diferenças sociais e de consumo, 80% dos recursos minerais explorados no Planeta são consumidos por apenas 20% da sua população: Os que menos consomem e menos poluem, são os mais penalizados.




Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica (Gabriela Faria)

domingo, 1 de maio de 2011

Poluição Nuclear






A poluição nuclear é ocasionada pela destinação incorreta ou vazamento de resíduos radioativos proveniente de diversas fontes que utilizam a energia nuclear, como por exemplo, as usinas nucleares ou aparelhos de raio-x, e se caracteriza pelo elevado grau de periculosidade devido a capacidade de causar alterações nas estruturas das células, provocando assim, alterações no organismo como um todo. O lixo nuclear, na prática, polui menos do que o lixo comum produzido pelas indústrias e residências porque o primeiro possui um rigoroso controle de destinação e gerenciamento enquanto o segundo encontra-se em qualquer lugar e, embora legalmente devesse, não é bem gerenciado. A enorme e importante diferença é que o lixo nuclear possui a capacidade de permanecer ativo por milhões de anos exigindo o monitoramento constante e, em caso de acidentes as conseqüências são muito mais graves podendo, inclusive, causar danos por várias gerações, como por exemplo o caso do acidente com o Césio-137 em Goiânia para o qual foi criada uma Superintendência permanente para tratar as vítimas do acidente (Superintendência Leide das Neves).



Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica

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