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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nosso Planeta pede Socorro! ( Parte 1 )





A Terra levou mais de 4 bilhões de anos para fazer as árvores, e nós, em poucas décadas, a transformamos numa paciente que está na UTI. O desperdício e o consumo não responsável de um terço da população, sugando recursos naturais (água, árvores, metais, petróleo, etc.) que levaram bilhões de anos para se formarem, poluem o ar, as águas e o solo; secam as nascentes; exterminam as espécies animais; dizimam as florestas naturais, extenuando a Terra, em prejuízo dos dois terços que menos consomem, dos quais 1 bilhão de pessoas são desnutridas crônicas, ou, conforme Bill Clinton, “dormem com fome”. “Dizem que o hábito suja os olhos; a gente olha, mas não vê”. Habituamos ao consumismo e ao desperdício, a olharmos e não vermos tanta fome e miséria.
Já são 300 milhões de pessoas atingidas pelos desequilíbrios climáticos no Planeta. Em 2030, serão 500 milhões e, em 2050, mais de 1 bilhão. Morrem por ano mais de 300 mil pessoas devido aos desequilíbrios climáticos; em 2050, serão 500 mil mortes por ano. Os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento assumem o ônus de 99% das perdas humanas e 90% das perdas econômicas nas tragédias climáticas.
Os 17 países que mais poluem, são responsáveis por 80% das emissões de gases que provocam o aquecimento global. Os 50 países mais pobres são responsáveis por apenas 1% das emissões. O Brasil, com todos os recursos naturais que possui, é o 4° maior poluidor do Planeta.
Outros dados que mostram as diferenças sociais e de consumo são os referentes à produção de lixo pelas populações: em média, uma pessoa produz 1000 gramas de lixo por dia, resultando no total assustador de quase 1 bilhão de toneladas por ano no Planeta. Enquanto nos Estados Unidos, o maior produtor de lixo do Planeta, cada pessoa produz diariamente 1800 gramas de lixo (em Nova York, a média é ainda maior: 3000 gramas), os países pobres produzem, em média, 430 gramas por pessoa por dia. No Brasil, a média diária é de 880 gramas por pessoa, mais que o dobro dos países pobres.
No Brasil, são produzidas mais de 2 milhões de toneladas de lixo urbano por ano. Apenas metade tem destinação adequada; a outra metade vai para os lixões. Nesses números não estão inclusos os resíduos industriais, que eram 3 milhões de toneladas em 2004 e 7 milhões de toneladas em 2007, somente dos resíduos que tiveram o destino certo.
Contribuindo ainda mais para mostrar o tamanho das diferenças sociais e de consumo, 80% dos recursos minerais explorados no Planeta são consumidos por apenas 20% da sua população: Os que menos consomem e menos poluem, são os mais penalizados.




Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica (Gabriela Faria)

domingo, 1 de maio de 2011

Poluição Nuclear






A poluição nuclear é ocasionada pela destinação incorreta ou vazamento de resíduos radioativos proveniente de diversas fontes que utilizam a energia nuclear, como por exemplo, as usinas nucleares ou aparelhos de raio-x, e se caracteriza pelo elevado grau de periculosidade devido a capacidade de causar alterações nas estruturas das células, provocando assim, alterações no organismo como um todo. O lixo nuclear, na prática, polui menos do que o lixo comum produzido pelas indústrias e residências porque o primeiro possui um rigoroso controle de destinação e gerenciamento enquanto o segundo encontra-se em qualquer lugar e, embora legalmente devesse, não é bem gerenciado. A enorme e importante diferença é que o lixo nuclear possui a capacidade de permanecer ativo por milhões de anos exigindo o monitoramento constante e, em caso de acidentes as conseqüências são muito mais graves podendo, inclusive, causar danos por várias gerações, como por exemplo o caso do acidente com o Césio-137 em Goiânia para o qual foi criada uma Superintendência permanente para tratar as vítimas do acidente (Superintendência Leide das Neves).



Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica

domingo, 24 de abril de 2011

Poluição da Água







A poluição da água resulta do lançamento de esgoto residencial ou industrial não tratados em cursos de água (rios, lagos ou mares) ou fertilizantes em alta quantidade que o corpo da água não pode absorver naturalmente. Estudos da Comissão Mundial de Água e de outros organismos internacionais demonstram que cerca de 3 bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias. Em virtude desses graves problemas, espalham-se diversas doenças como diarréia, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de seres humanos por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os precários sistemas de saúde destes países.
Os contaminantes mais comuns são substâncias tóxicas, agentes tensoativos, partículas sólidas, nutrientes em excesso, compostos orgânicos biodegradáveis, elementos que contenham CO2 em excesso (fumaça industrial, por exemplo), substâncias radioativas, agentes patogênicos e contaminação térmica.




Fonte: TCC - Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica  (Gabriela D. P. de Faria)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Poluição do Solo








A poluição do solo é resultado da introdução de organismos xenobióticos (do grego “xenos”, estranho ou estrangeiro, e “bios”, vida, formando “forma de vida estranha àquele ambiente”) e dos resíduos químicos que são despejados sem cuidado algum. 
A poluição geralmente deriva da ruptura de tanques sépticos, da infiltração de água contaminada através do solo, da introdução de pesticidas, despejo de óleo e combustíveis, locais inapropriados de despejo de lixo, agrotóxicos, etc.
Os contaminantes mais comuns são hidrocarbonetos, solventes, pesticidas, chumbo e demais metais pesados.




Fonte: TCC: Ecopedagogia - Desenvolvendo a Consciência Ecológica (Gabriela D. P. Faria)

domingo, 20 de março de 2011

Absorvente que dura de três a cinco anos: não prejudica a saúde da mulher nem o meio ambiente e ainda representa uma grande economia!!!




Deixar de lado os absorventes descartáveis e poluentes traz 
muitos benefícios para a nossa saúde. 
O principal é que livramo-nos da dioxina
uma substância altamente cancerígena e poluente que aparece como resultado do uso de cloro para deixar os descartáveis 
branquinhos.
Já o modSer, feito de tecido 100% algodão, não produz alergia, é reutilizável e tão higiênico quanto uma calcinha! 
Seu uso resguarda nossas partes genitais dos agentes químicos que causam câncer de mama e deficiência imunológica, 
entre tantos outros males.
E o melhor: as mulheres que fazem uso dele contam que os sintomas da TPM e as cólicas menstruais 
diminuem a partir do segundo mês. 
Além de notarem uma grande diferença no odor menstrual, que se torna bem mais suave!

Os absorventes ecológicos modSer são saudáveis também para o planeta. 
Depois de 5 anos de uso aconselha-se enterrá-los no jardim ou numa pilha de 
compostagem, 
pois em menos de 1 ano serão reintegrados à natureza sem causar poluição, 
ou seja, são biodegradáveis
Com os absorventes descartáveis acontece o contrário, uma vez que não são biodegradáveis.
E já que o sangue menstrual é extremamente nutridor e bioenergizador, 
é possível aproveitá-lo junto com a água sem sabão da primeira lavagem para regar as plantas. 
Nutrir o solo com o nosso sangue e ver as plantas se tornarem mais viçosas nos faz interagir com a Natureza 
de forma profunda e comovente.


  Ao longo da vida fértil, aproximadamente 35 anos, 
cada mulher fica menstruada em média 2.200 dias, totalizando aproximadamente 432 ciclos menstruais. 
Em cada ciclo, a mulher joga no lixo entre 10 a 15 absorventes descartáveis, que significa, 
ao longo da vida fértil, algo em torno de 10 mil desses absorventes.


modSer, pensando no seu maior conforto possui três modelos de absorventes reutilizáveis.
·         modSer diário: possui apenas uma cama de toalha interna para absorção, custa R$9,90
·         modSer Tradicional: uma capa com abas e duas camadas internas, custa R$12,50.
·         modSer Noturno: possui maior capacidade de absorção, custa R$15,20.

Todos eles duram de 3 a 5 anos.

A quantidade de absorventes depende da intensidade do fluxo menstrual. 
Por volta de 5 modSer (variando entre os modelos) pode ser uma quantidade boa para que dê tempo 
de lavar e secar com tranqüilidade.

Lavou, e o absorvente fica novo – 29 de março de 2009
Duas brasilienses desenvolveram um modelo renovável, que pode ser utilizado por cinco anos. Além de economizar, quem adere à iniciativa deixa de jogar no lixo 190 pedaços de plástico por ano
JOÃO CAMPOS
DA EQUIPE DO CORREIO

Mônica Passarinho e Nara Gallina com o Modser: absorvente de pano também é benéfico para a saúde da mulher

A ideia de usar um absorvente lavável, que chega a durar até cinco anos, pode parecer estranha à primeira vista. Coloca em jogo a relação da mulher com o próprio corpo e propõe uma mudança significativa de comportamento. Mas a motivação por trás da iniciativa de duas brasilienses em trazer o produto para a capital é nobre. E verde. Apesar de dividir opiniões, o Modser, como é chamado, significa um avanço na preservação ambiental e na economia doméstica. Inspirada na antiga forma de conter o sangue da menstruação - quando se usava toalhas de algodão na calcinha -, a alternativa começa a ganhar adeptas na cidade. Especialistas afirmam que o modelo diminui os riscos de alergia e preserva a saúde da mulher, mas alertam para os cuidados na higienização do material.

Essa história começou em 2005, quando a estudante de biologia Mônica Passarinho, 25 anos, fez uma viagem pela América do Sul. Na Venezuela, conheceu uma australiana que tinha comprado um absorvente ecológico na Inglaterra - absorventes biodegradáveis ou reutilizáveis são vendidos em supermercados e lojas de países da Europa e nos Estados Unidos. "Achei interessante e, como precisava economizar, resolvi comprar o material e fazer um para mim", lembrou. No entanto, a produção e venda do Modser em Brasília começou no início de 2008, quando Mônica conheceu a arquiteta Nara Gallina, 24, no Instituto de Permacultura Ecovilas e Meio Ambiente (Ipoema), ONG da cidade. "Já conhecia alguns modelos pela internet e tinha vontade de trazer o produto para cá. Resolvemos nos unir para começar a produzir e apresentar a alternativa para as mulheres", contou Nara.

O absorvente renovável tem o tamanho semelhante ao convencional (20 cm) e conta com um compartimento onde são guardadas duas toalhinhas feitas 100% de algodão. Nas abas há dois botões que asseguram a fixação na roupa íntima. "O fato de ser de algodão aumenta a ventilação, diminuindo o mau cheiro do sangue", explicou Mônica, que buscou o aval de ginecologistas durante o desenvolvimento do produto. Segundo ela, a eficiência do Modser - o nome faz uma alusão a um novo modo de ser feminino - é equivalente à do tradicional: "Se a mulher troca de absorvente três vezes por dia, ela continua com a mesma frequência". O número de toalhas colocadas no compartimento varia de acordo com a intensidade do fluxo de sangue. "Cada unidade vem com duas toalhas, mas a mulher pode adquirir outras ou usar apenas uma para ter mais segurança."

A produção é feita a quatro mãos. Os tecidos são comprados em um mercado de Taguatinga e higienizados pela própria dupla. "Temos duas máquinas de costura e trabalhamos em casa. É trabalhoso, mas vale a pena. Representa um grande passo na união dos cuidados com a saúde e o planeta", observou Gallina. Até o momento, as amigas produziram e venderam 600 absorventes. Elas trabalham para fazer outros 400 até julho. "A aceitação foi boa. Mostra que as mulheres estão abertas para mudanças e para a preservação do meio ambiente", comemorou a arquiteta. A venda começou entre amigas, que comercializaram para as amigas das amigas e assim por diante. A unidade do modelo padrão custa R$ 12,50 e o noturno, um pouco maior para conter o fluxo à noite, R$ 15,20.
Saúde
Mulheres entre 20 e 30 anos representam a maior parte do público que busca os absorventes amigos da natureza. A culinarista vegetariana Marina Corbucci, 24 anos, soube da existência do Modser há oito meses, em uma conversa com amigas. Resolveu experimentar e aprovou o produto. "É preciso conhecer a intensidade do fluxo para adequar o uso, mas ele nunca me deixou na mão. As toalhas juntas são mais absorventes que o plástico cheio de algodão do convencional. Além disso, o contato com a pele é mais sensível e evita a alergia", contou. Além de cuidar da própria saúde, ela procurou a alternativa para diminuir a produção do lixo vindo da indústria dos absorventes. "É preciso repensar o nosso modo de consumo para ajudar a diminuir quantidade de lixo jogada no planeta", alertou.

O ginecologista Antônio Carlos da Cunha, professor do departamento de medicina da UnB, afirma que os absorventes totalmente feitos de algodão são ideais para preservar a saúde da vagina. "Para manter a acidez da vagina é preciso cuidar do equilíbrio da flora bacteriana. Os absorventes convencionais têm muitos produtos químicos, como perfumes e cola, que prejudicam as bactérias que mantêm a boa saúde do órgão e alteram a acidez da mucosa interna" explicou o especialista. Segundo ele, a química deixa a vagina mais propícia à infecções e reações alérgicas, reclamação frequente entre as pacientes. No entanto, Antônio alerta para os cuidados na limpeza do material. "É preciso tirar os resíduos de sangue, deixar secar totalmente e guardar em local limpo e arejado", complementou.

Segundo a dupla que luta pelo sucesso do Modser na capital do país, a principal queixa com relação ao uso do produto diz respeito à praticidade. Muitas mulheres alegam não ter tempo para lavar o absorvente, outras têm nojo do próprio sangue. Há algumas mulheres que reclamam do vazamento. Mônica explica que no tradicional, por ser vedado com plástico, o sangue escorre pelas bordas. Já no reutilizável, escorre pelos fundos. "São necessários dois ciclos até a mulher adaptar o tempo de troca do Modser à sua necessidade, assim como ocorre com o tradicional. Recebemos pouquíssimas reclamações. É uma questão de adaptação", explicou Gallina. "A mulher deve querer a mudança e entender que o bem virá para todos", concluiu Mônica.
Saiba mais

Veja como funciona o absorvente ecológico Modser
1. O absorvente reutilizável tem o tamanho do convencional (20cm). É composto por três partes: uma bolsa e duas toalhinhas, responsáveis pela absorção, tudo feito 100% de algodão.
2. O posicionamento na calcinha também é o mesmo do convencional. Mas ao invés da cola nas abas, o Modser possui dois botões de metal que asseguram a fixação do produto na roupa íntima.
3. Após o uso, a mulher deve enrolar o absorvente de modo a cobrir a parte que teve contato com o sangue. Os botões ajudam a prender as pontas para não sujar depois de guardar.
4. A bolsa e as toalhinhas devem ser lavadas com água para tirar o máximo de sangue possível e depois ir para uma bacia com água e sabão para ficar de molho. Depois do enxague, é só deixar secar e o absorvente está pronto para ser usado de novo.




domingo, 13 de março de 2011

Carta da Ecopedagogia

Em defesa de uma Pedagogia da Terra
(Minuta de discussão do Movimento pela Ecopedagogia)
1. Nossa Mãe Terra é um organismo vivo e em evolução. O que for feito a ela repercutirá em todos os seus filhos. Ela requer de nós uma consciência e uma cidadania planetárias, isto é, o reconhecimento de que somos parte da Terra e de que podemos perecer com a sua destruição ou podemos viver com ela em harmonia, participando do seu devir.
2. A mudança do paradigma economicista é condição necessária para estabelecer um desenvolvimento com justiça e eqüidade. Para ser sustentável, o desenvolvimento precisa ser economicamente factível, ecologicamente apropriado, socialmente justo, includente, culturalmente eqüitativo, respeitoso e sem discriminação. O bem-estar não pode ser só social; deve ser também sócio-cósmico.
3. A sustentabilidade econômica e a preservação do meio ambiente dependem também de uma consciência ecológica e esta da educação. A sustentabilidade deve ser um princípio interdisciplinar reorientador da educação, do planejamento escolar, dos sistemas de ensino e dos projetos político-pedagógicos da escola. Os objetivos e conteúdos curriculares devem ser significativos para o (a) educando (a) e também para a saúde do planeta.
4. A ecopedagogia, fundada na consciência de que pertencemos a uma única comunidade da vida, desenvolve a solidariedade e a cidadania planetárias. A cidadania planetária supõe o reconhecimento e a prática da planetaridade, isto é, tratar o planeta como um ser vivo e inteligente. A planetaridade deve levar-nos a sentir e viver nossa cotidianidade em conexão com o universo e em relação harmônica consigo, com os outros seres do planeta e com a natureza, considerando seus elementos e dinâmica. Trata-se de uma opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, consigo mesmo, com os outros, com o ambiente mais próximo e com os demais ambientes.
5. A partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaços de convivência e na busca humana da felicidade, processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade. A vida cotidiana é o lugar do sentido da pedagogia pois a condição humana passa inexoravelmente por ela. A ecopedagogia implica numa mudança radical de mentalidade em relação à qualidade de vida e ao meio ambiente, que está diretamente ligada ao tipo de convivência que mantemos com nós mesmos, com os outros e com a natureza.
6. A ecopedagogia não se dirige apenas aos educadores, mas a todos os cidadãos do planeta. Ela está ligada ao projeto utópico de mudança nas relações humanas, sociais e ambientais, promovendo a educação sustentável (ecoeducação) e ambiental com base no pensamento crítico e inovador, em seus modos, formal, não formal e informal, tendo como propósito a formação de cidadãos com consciência local e planetária que valorizem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.
7. As exigências da sociedade planetária devem ser trabalhadas pedagogicamente a partir da vida cotidiana, da subjetividade, isto é, a partir das necessidades e interesses das pessoas. Educar para a cidadania planetária supõe o desenvolvimento de novas capacidades, tais como: sentir, intuir, vibrar emocionalmente; imaginar, inventar, criar e recriar; relacionar e inter-conectar-se, auto-organizar-se; informar-se, comunicar-se, expressar-se; localizar, processar e utilizar a imensa informação da aldeia global; buscar causas e prever conseqüências; criticar, avaliar, sistematizar e tomar decisões. Essas capacidades devem levar as pessoas a pensar e agir processualmente, em totalidade e transdisciplinarmente.
8. A ecopedagogia tem por finalidade reeducar o olhar das pessoas, isto é, desenvolver a atitude de observar e evitar a presença de agressões ao meio ambiente e aos viventes e o desperdício, a poluição sonora, visual, a poluição da água e do ar etc. para intervir no mundo no sentido de reeducar o habitante do planeta e reverter a cultura do descartável. Experiências cotidianas aparentemente insignificantes, como uma corrente de ar, um sopro de respiração, a água da manhã na face, fundamentam as relações consigo mesmo e com o mundo. A tomada de consciência dessa realidade é profundamente formadora. O meio ambiente forma tanto quanto ele é formado ou deformado. Precisamos de uma ecoformação para recuperarmos a consciência dessas experiências cotidianas. Na ânsia de dominar o mundo, elas correm o risco de desaparecer do nosso campo de consciência, se a relação que nos liga a ele for apenas uma relação de uso.
9. Uma educação para a cidadania planetária tem por finalidade a construção de uma cultura da sustentabilidade, isto é, uma biocultura, uma cultura da vida, da convivência harmônica entre os seres humanos e entre estes e a natureza. A cultura da sustentabilidade deve nos levar a saber selecionar o que é realmente sustentável em nossas vidas, em contato com a vida dos outros. Só assim seremos cúmplices nos processos de promoção da vida e caminharemos com sentido. Caminhar com sentido significa dar sentido ao que fazemos, compartilhar sentidos, impregnar de sentido as práticas da vida cotidiana e compreender o sem sentido de muitas outras práticas que aberta ou solapadamente tratam de impor-se e sobrepor-se a nossas vidas cotidianamente.
10. A ecopedagogia propõe uma nova forma de governabilidade diante da ingovernabilidade do gigantismo dos sistemas de ensino, propondo a descentralização e uma racionalidade baseadas na ação comunicativa, na gestão democrática, na autonomia, na participação, na ética e na diversidade cultural. Entendida dessa forma, a ecopedagogia se apresenta como uma nova pedagogia dos direitos que associa direitos humanos – econômicos, culturais, políticos e ambientais - e direitos planetários, impulsionando o resgate da cultura e da sabedoria popular. Ela desenvolve a capacidade de deslumbramento e de reverência diante da complexidade do mundo e a vinculação amorosa com a Terra.


Primeiro Encontro Internacional - São Paulo, 23 a 26 de agosto de 1999.
Organização: Instituto Paulo Freire - Apoio: Conselho da Terra e UNESCO-Brasil
TCC: Ecopedagogia - Desenvolvendo a Consciência Ecológica (Gabriela D. P. de Faria)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Poluição do Ar








A poluição do ar resulta da contaminação da atmosfera por resíduos ou produtos secundários gasosos, sólidos ou líquidos, que podem ser nocivos à saúde dos seres humanos causando doenças respiratórias e alergias, causar danos aos ecossistemas e ao patrimônio histórico e cultural em geral, reduzir a visibilidade, produzir odores desagradáveis e provocar mudanças climáticas. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Os contaminantes mais comuns e amplamente dispersos são o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre, os óxidos de nitrogênio, o ozônio, o dióxido de carbono ou as partículas em suspensão.

A poluição do ar provoca a morte de 3 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, e os principais responsáveis são os automóveis. Essa poluição, principalmente nas grandes cidades, afeta principalmente os idosos e as crianças com até cinco anos de idade, causando problemas respiratórios, irritação dos olhos e nariz. 



Fonte: TCC Ecopedagogia: Desenvolvendo a Consciência Ecológica (Gabriela D. P. Faria)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Os impactos dos fogos de artifício sobre o meio ambiente!



Reportagem extraída do site: http://noticias.ambientebrasil.com.br/artigos/2011/01/13/65121-os-impactos-dos-fogos-de-artificio-sobre-o-meio-ambiente.html Escrita por: (*) Vininha F. Carvalho – jornalista, economista, administradora de empresas, ambientalista. Presidente da Fundação Animal Livre (www.animalivre.org.br) 13/01/2011.





Sessenta e três anos depois da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o mundo necessita de uma nova declaração universal, desta vez de obrigações humanas, tanto dos indivíduos quanto dos estados, a fim de deter a progressiva deterioração do ambiente de nosso planeta.
Quando mencionamos uma sociedade muito pouco ecológica, falamos de um sistema capaz de destruir recursos naturais, sem se preocupar com a enorme biodiversidade nele existente. Vivemos no século XX um verdadeiro período de destruição em massa de animais e viveremos neste século XXI outro ciclo de destruição em massa agora de seres humanos, se algo não for feito para mudar nosso padrão de relacionamento com o meio ambiente.
Enquanto o homem não aprender a preservar o que é bom e necessário para sua própria vida, será muito difícil haver, de uma forma eficaz, a efetuação em massa da conservação de bens coletivos. É válido lembrar que coletivo não deveria ser encarado como sendo somente a natureza, mas também o meio urbano, que é coletivo a todos, afinal, somos nós quem o construímos e modificamos.
Na vida, só existem processos. Os seres e objetos são apenas a parte aparente desses processos. E todos eles (os processos), além de não terem origem, não tem fim (vêm do infinito e vão para o infinito, em constante movimento e transformação). Os seres que surgiram na água (as primeiras formas de vida na Terra teriam surgido na água) evoluíram para os peixes, plantas aquáticas etc. Os que experimentaram a vida fora da água evoluíram para os répteis, batráquios, anfíbios etc. Os que se adaptaram à vida fora da água evoluíram, no mesmo atrito com a natureza, só que muito mais hostil, para as formas que aí estão, das aves aos mamíferos, incluindo a espécie humana.
Tais processos duram bilhões de anos, acontecem no atrito constante entre a espécie e a natureza, pela sua sobrevivência, e que garante a evolução. Toda matéria orgânica, para poder sobreviver, precisa reconhecer e entender a mensagem da mãe natureza, do contrário sucumbe diante das suas reações. Não há nenhuma matéria orgânica viva, no planeta, que não tenha um mínimo de entendimento de sua realidade ecoambiental. Até mesmo o mais primário dos vegetais dispõe de grau mínimo de entendimento , do contrário não teria se adaptado e já teria desaparecido, como aconteceu com várias formas de vida.
Talvez seu cachorro corra até a porta quando você está para chegar em casa. Perceba com antecedência a aproximação de uma tempestade e fique desesperado quando ocorre a queima de fogos de artifício. Este “entendimento”, que pode ser considerado por alguns como sexto sentido , precisa ser devidamente pesquisado e compreendido pela humanidade.
As pessoas são muito manipuladas pelo interesse econômico e não conseguem enxergar as coisas claramente. Vemos nos dias atuais, discursos bonitos em prol da preservação ambiental,que não saem do papel. Precisamos por em prática um novo modelo de desenvolvimento, abarcando um nova postura, onde haja a preocupação com a biodiversidade, incluindo aqui, obviamente, o ser humano.
As mortes em massa de animais nos Estados Unidos na virada do ano detonaram uma onda de especulação sobre as causas dos episódios.
Primeiro, 3 mil pássaros negros caíram do céu na pequena cidade de Bibi, no Arkansas. Todos os pássaros apresentavam hemorragias, além disto foi registrada a morte de 100 mil peixes no rio Arkansas. Mais ao sul, no Estado da Louisianna, outros 500 passarinhos caíram dos céus. Alguns apresentam asas e espinhas quebradas. A análise dos profissionais competentes descartou sinais de infecções ou de doença contagiosa. Foi o que constatou a autópsia realizada pelo Instituto Nacional de Veterinária (SVA, em sua sigla em sueco) em cinco aves.
Dezenas de pássaros, também, foram encontrados mortos nas ruas da localidade sueca de Falköping. Veterinários estão agora a analisar a causa da morte das gralhas-de-nuca-cinzenta, mas assinalam a existência de um espetáculo de fogo de artificio, próximo do local onde os pássaros foram encontrados.
As autoridades dizem que o tempo frio, as dificuldades em encontrar comida e um possível susto devido ao fogo de artificio podem ter causado stress nos pássaros que morreram. Nos últimos dias seguintes têm sido freqüentes as notícias acerca de morte massiva de pássaros.
Os biólogos estão a investigar a causa da morte dos pássaros no Arkansas. Cientistas acreditam que o estresse causado por fogos de artifício do Ano-Novo pode ter causado a morte dos pássaros. As dezenas de pássaros que apareceram mortos nas ruas da cidade sueca de Falköping morreram devido a hemorragias internas provocadas por “trauma físico extremo”, informaram na quinta-feira,(6/1), as autoridades do país nórdico.
No Brasil, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR) verificaram que na segunda-feira (3/1), milhares de peixes apareceram mortos no local. Os técnicos aguardam o resultado do laudo para confirmar o motivo da mortandade dos animais. Entretanto, segundo informação do capitão Edson Oliveira, coordenador regional no Litoral da Defesa Civil, ao que tudo indica os peixes não estão mais morrendo.
Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais acurada que a humana e segundo pesquisas são capazes de pressentir eventos sísmicos importantes. Devido a ocorrência dos fogos de artifício, os cães latem em desespero e, até, enforcam-se nas correntes. O gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer, e escondem-se em locais minúsculos, alguns fogem para nunca mais serem encontrados. Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento.
Em nome de uma comemoração da chegada do Ano Novo, em nome da paz, o ser humano atrita com a natureza, que emite sua resposta implacável. No Brasil, a passagem de ano era considerada como uma uma festa de cunho religioso e frequentada por moradores de Copacabana e devotos. Desde meados da década de 80 do século passado com a sofisticação, adesão dos hotéis da orla da praia de Copacabana e o apoio das autoridades, o Reveillon de Copacabana transformou-se num dos principais eventos de final de ano do mundo, recebendo mais de 2 milhões de pessoas que juntos celebram o novo ano e a paz.
Neste réveillon a queima de fogos no Rio de Janeiro durou mais de 20 minutos. Muitas outras cidades brasileiras , também, promoveram este tipo de evento. Os shows da virada de ano ao redor do mundo, foram marcados com a queima de fogos de artifício em Sydney (Austrália), Tokyo (Japão), (Ahmedabad) India, Times Square (Nova Iorque), (Hong Kong) China, Petersburg (Russia), Edimburgo (Escocia), Karachi (Paquistão), Londres (Pasquitão), entre outros.
Quinze tremores de terra de diversas intensidades atingiram na quarta-feira, 05/01, o centro e o sul do Chile, mas sem deixar vítimas ou danos materiais. A informação foi divulgada pelo Instituto de Geofísica da Universidade do Chile, que indicou que apenas três terremotos ultrapassaram os quatro graus de magnitude na escala Richter. O primeiro deles, com magnitude de 4,2 graus, aconteceu às 4h05 da hora local (5h05 de Brasília), com epicentro a sete quilômetros ao norte de Tirúa, na região de Bio Bio, e a 25,6 quilômetros de profundidade. Um novo sismo, que chegou à magnitude de 4,4 graus na escala Richter, ocorreu às 16h35 da hora local (17h35 de Brasília) na zona central do Chile, com epicentro a 44 quilômetros ao oeste da cidade de Los Andes, vizinha a Santiago, e a 68 quilômetros de profundidade.
O último dos maiores sismos, de 4,2 graus de magnitude, aconteceu às 22h43 da hora local (23h43 de Brasília), com epicentro a 31 quilômetros ao sul da cidade de Iquique e a 43,6 quilômetros de profundidade. No domingo, 02/01, um terremoto de 6,9 graus na escala Richter, com várias réplicas, fez os chilenos lembrarem a catástrofe de 27 de fevereiro de 2010, quando um sismo de 8,8 graus devastou parte do centro e do sul do país.
O Conselho Nacional de Investigação Científica e Técnica (CONICET) afirmou que o Nahuel Huapi, localizado na cidade turística de Bariloche, após o sismo no Chile, apresentou uma faixa de águas claras, que se foi expandindo até cobrir mais da metade da superfície.Cientistas argentinos atribuíram o fenômeno à suspensão de camadas de sedimentos deslocadas pelo terremoto, mas não descartam novas hipóteses.
O fenômeno chamou a atenção de especialistas, mas também de curiosos e fiéis, pois histórias de nativos dizem que nas águas azuis do lago, com cerca de 500 metros de profundidade, vive uma espécie de animal misterioso, uma versão latino-americana de monstro do lago Ness, da Escócia.
O Nahuel Huapi está localizado a 600.000 quilômetros de Buenos Aires, no sopé da Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile, onde no domingo passado aconteceu um terremoto de 6,9 graus na escala Richter.
Dois terremotos de média intensidade atingiram o Irã no sábado (08/01), deixando um número ainda indefinido de vítimas e consideráveis danos materiais na província de Fars, no sul do país, informou a emissora de televisão estatal.
Segundo a fonte, os tremores foram sentidos às 3h54 da hora local (22h24 de sexta-feira pelo horário de Brasília), e atingiram 5 e 5,1 graus na escala Ritcher. Equipes de emergência e de socorro foram enviadas à zona para atender a população, acrescentou a fonte. Estas regiões do sul e do leste do Irã foram abaladas durante os últimos dias por uma alta atividade sísmica, com terremotos nas cidades de Zahedan, Bam, Jash e Iranshahr.
Os 950 desastres naturais de 2010 deixaram 295 mil mortos e causaram um prejuízo de US$ 130 milhões. A quantidade de desastres é muito superior à média dos últimos trinta anos, que é de 615 casos, afirmou nesta segunda-feira a seguradora alemã Munich Re. Destes 950, nove décimos foram eventos climáticos como tempestades e inundações.
Um dos terremotos mais devastadores na história dos últimos 100 anos foi o do Haiti, que aconteceu em 12 de janeiro de 2010, matou mais de 220 mil pessoas e resultou em uma tragédia humana de uma escala impressionante. Apenas o terremoto de Tangshan, na China, em 1976, matou mais pessoas (242 mil).
Cinco centenas de vezes mais energia do que no terremoto do Haiti foi liberada pelo terremoto que atingiu o Chile pouco mais de um mês depois.
Com perdas totais de US$ 30 bilhões, o tremor de fevereiro no Chile foi a catástrofe mais cara do ano passado. O Chile é um país com construções preparadas para a alta exposição a terremotos. Como resultado, houve relativamente poucas vítimas humanas, apesar da gravidade do terremoto - o quinto mais forte já medido.
Este total torna 2010 o ano com o segundo maior número de catástrofes naturais desde 1980 (ano a partir do qual existem dados sobre as catástrofes), sensivelmente superior à média anual para os últimos dez anos, que é de 785 eventos por ano.
O tema da paz é parte inerente essencial da luta por um outro mundo possível, justo, humano e pacífico, coincidência ou não , é preciso aprofundar os estudos referentes aos impactos dos fogos de artifício no meio ambiente. A morte vinda dos céus , representada pelos pássaros e no outro extremo, a morte dos peixes , pode ser um alerta sobre a incidência dos terremotos, que estão sendo registrados com maior freqüência no primeiro trimestre do ano novo.
O Brasil conta com tudo para ser o pioneiro de uma civilização ecologicamente sustentável, dispensando este tipo de comemoração que envolve os fogos de artifício, tão perigosa para a natureza, vamos dar nosso bom exemplo, enquanto é tempo!


domingo, 9 de janeiro de 2011

Consequências do Derretimento dos Pólos e das Geleiras





No Pólo Sul, de 1997 até hoje, registrou-se um degelo de 3 mil km². Em 49 anos o aumento da temperatura foi de 2,5°C. O Pólo Sul sofre em menor intensidade os efeitos do aquecimento global que o Pólo Norte.
No Pólo Norte em apenas 30 anos teve um aumento da temperatura de 2,5°C e os pesquisadores chamam a atenção do Planeta para o impacto dramático causado pelo degelo no Pólo Norte. A região do Ártico é a mais afetada pelo aquecimento e o gelo está derretendo de forma tão rápido que o Pólo Norte será um mar aberto em 2020, se continuar o ritmo atual. O solo está elevando 8 centímetros por ano, pela falta do peso do gelo sobre ele. Os cursos de água doce estão desaparecendo. O gelo diminui em 1% ao ano, mas de 2005 até hoje, a diminuição foi de 25%, comprovando a aceleração do aquecimento.
O recuo das geleiras desde 1850, de forma global e rápida, afeta a disponibilidade de água doce para irrigação e uso doméstico e daqui a alguns anos faltará água potável para milhões de pessoas. O derretimento do gelo acelera o aquecimento global, libera os gases presos nos gelos, e será responsável pela extinção dos animais polares, pelo desaparecimento de 97% dos recifes de corais e se tudo continuar na velocidade que está, muitas espécies de peixes e plantas aquáticas desaparecerão já em 2020.




Fonte: TCC -  ECOPEDAGOGIA: DESENVOLVENDO A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA ( Gabriela D. P. de Faria )

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